La La Land

Tanto falatório que eu resolvi assistir e… La La Land é o filme mais brega que eu vi desde Dirty Dancing e Flash Dance passando todo dia na sessão da tarde.

 

Incrível como a galere tá caindo nessa ladainha de júri de premiação. Quer saber o por que de La La Land ser o queridinho de 2016? Pois bem, é simples. Esse filme é um amalgama do que os velho da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas gostam… É um filme saudosista aos anos 50 e 60 em todo aspecto possível. E foi essa época aí que cativou (ou inspirou) a maioria do corpo de jurados para o cinema.

 

As atuações são maravilhosas… Emma Stone e Ryan Gosling estão no auge da carreira. A cinematografia é lindíssima… Cores vívidas pra todo lado, sem machucar o olho (apesar de ter muita luz estourada). O roteiro é bem amarrado, tudo bem estruturado. A história contada é interessantíssima e o desenrolar dela é muito bem conduzido. Damien Chazelle tá de parabéns, assinando a direção e o roteiro. É MUITO BOM SABER QUE NA INDÚSTRIA AINDA EXISTEM AUTORES, GENTE QUE BOTA A CARA PRA CONDUZIR UM PROJETO DESDE O ESQUELETO.

 

Sem muita balela: Esse seria um filme 10/10 se não fosse por um fator… O elemento fantástico. Agora pode ser a hora que você discorda comigo, mas, é nois, debater é saudável… É muito difícil simplesmente ver um filme retirando um aspecto tão constante nele, mas faça esse exercício comigo… O que seria do filme sem as suas cenas de cantoria? Um filme muito menos surreal, um filme com um tom mais sério? Não? Pois bem. É isso aí o que estraga com La La Land. É a surrealidade de termos por 5 minutos centenas de pessoas dançando, em uma ponte engarrafada, em total harmonia e sincronia que faz esse filme ser mais cativante pra alguns (não pra mim, o que você já deve ter notado) e muito menos imersivo pra outros.

 

Eu fico impossibilitado de acreditar numa cena em que as pessoas simplesmente começam a cantar músicas inteiras que falam muito bem sobre si mesmos, e a situação em que estão, COM TOTAL PERFEIÇÃO. Eu não consigo embarcar numa história que a qualquer momento pode apagar todas as luzes, focar num personagem E DO NADA O SER HUMANO COMEÇA A CANTAR LINDAMENTE SOBRE O QUE QUER QUE SEJA… Escrever uma música é um processo complexo, requer bastante concentração e criatividade. O espectador deve então acreditar que aquela música já existe? Que o personagem simplesmente é um grande fã e percebeu que aquele contexto era super propício pr’aquilo?

 

Em suma, La La Land é uma obra linda, mas mal desenvolvida. O filme conversa sobre assuntos muito interessantes, faz críticas e carrega uma mensagem muito importante de se entender sobre paixão. Sobre como tratamos as coisas que nos fascina. Mas La La Land é um filme que na concepção joga fora qualquer pedacinho de verossimilhança com o mundo real. E sem neura… Sim, quando eu vou ao cinema, EU QUERO QUE MINTAM PRA MIM. Mas não tão descaradamente, tudo tem limite.

 

Até a próxima do Damien Chazelle, acompanho com gosto. O maluco é um monstro de um produtor de conteúdo. KEEP SWINGING ON ME.
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